Moda artesanal brasileira chega a Dubai e revela novas oportunidades de internacionalização
Marca de Alagoas amplia sua presença no exterior e mostra como identidade, diferenciação e planejamento estratégico podem abrir caminhos para empresas brasileiras em mercados internacionais.


O mercado internacional de luxo está abrindo espaço para produtos que combinam exclusividade, autenticidade e identidade cultural. Esse movimento tem criado oportunidades para empresas brasileiras que buscam conquistar consumidores além das fronteiras nacionais, inclusive em destinos sofisticados como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Um exemplo é a marca de moda artesanal Alina Amaral, criada em Alagoas, que vem ampliando sua presença internacional com peças autorais produzidas por meio de técnicas tradicionais de bordado. Segundo reportagem da Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA), a empresa já realizou vendas para consumidores residentes em Dubai e agora busca parceiros comerciais para expandir sua atuação naquele mercado.
A trajetória demonstra que a internacionalização não está restrita às grandes indústrias. Negócios que oferecem produtos diferenciados também podem encontrar oportunidades relevantes no exterior, desde que consigam transformar o interesse internacional em operações comercialmente sustentáveis.
De Alagoas para o mundo
Fundada em 2016, a marca Alina Amaral desenvolveu uma proposta que une moda contemporânea, produção artesanal e valorização do trabalho de mulheres nordestinas.
Além das vendas para Dubai, a empresa já estabeleceu conexões comerciais com mercados como Portugal e África do Sul, além de participar de iniciativas internacionais em Nova York e Milão. Sua presença em eventos da moda europeia e o reconhecimento por práticas de sustentabilidade contribuíram para ampliar a visibilidade da marca.
O interesse de consumidores estrangeiros pelas peças brasileiras evidencia uma mudança importante na percepção de valor. Em determinados segmentos, a exclusividade associada à origem, ao processo produtivo e à autenticidade cultural pode representar uma vantagem competitiva significativa.
Para empresas brasileiras, esse cenário amplia as possibilidades de atuação em mercados nos quais a diferenciação pode ser tão relevante quanto a capacidade de produção.
Dubai como porta de entrada para novos negócios
Dubai consolidou sua posição como um importante centro internacional de comércio, investimentos e consumo de produtos premium. Sua conectividade com diferentes mercados torna o emirado particularmente interessante para empresas que desejam construir relacionamentos comerciais no Oriente Médio e ampliar sua presença global.
Entretanto, conquistar clientes internacionais é apenas uma das etapas desse processo.
A experiência da marca alagoana evidencia um desafio comum a empresas em expansão: transformar vendas pontuais em uma presença comercial estruturada, com distribuidores, parceiros locais e operações capazes de acompanhar o crescimento da demanda.
Nesse contexto, decisões relacionadas à exportação, logística, precificação internacional, contratos comerciais e proteção da marca precisam ser avaliadas de maneira integrada.
O planejamento tributário também faz parte da expansão
A entrada em novos mercados exige atenção às particularidades fiscais e regulatórias de cada jurisdição.
Nos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Agregado (VAT) é de 5%. O país também possui tributação corporativa, cuja regra geral estabelece alíquota de 9% sobre a parcela do lucro tributável superior a 375 mil dirhams, observadas as condições e os regimes específicos aplicáveis.
Isso não significa que uma empresa brasileira que realiza vendas para Dubai esteja automaticamente sujeita à tributação corporativa local. As obrigações dependem do modelo de operação, da existência de estabelecimento ou entidade no país, das responsabilidades de importação e das características das transações.
Da mesma forma, no Brasil, o tratamento tributário das exportações, a documentação aduaneira, o recebimento de recursos internacionais e a organização societária precisam ser considerados desde as primeiras etapas.
Uma estrutura inadequada pode comprometer margens, gerar obrigações inesperadas e dificultar a expansão. Por outro lado, um planejamento bem desenvolvido contribui para maior previsibilidade financeira, eficiência operacional e segurança jurídica.
Internacionalizar é mais do que vender para o exterior
O avanço da moda artesanal brasileira em Dubai representa uma oportunidade que ultrapassa o setor criativo. Mostra que empresas de diferentes portes e segmentos podem acessar mercados internacionais quando conseguem combinar diferenciação competitiva, posicionamento e conexões comerciais.
Mas transformar essa oportunidade em crescimento consistente depende de decisões que vão além da estratégia de vendas.
A internacionalização bem-sucedida exige que a estrutura empresarial, tributária e operacional acompanhe a ambição comercial do negócio.
Na H&CO GLOBAL Tax Advisory, apoiamos empresas, empresários e investidores na avaliação de estruturas internacionais, planejamento tributário, reorganização societária e desenvolvimento de estratégias para operações em diferentes jurisdições.
Porque expandir fronteiras comerciais também significa construir bases sólidas para crescer com segurança, eficiência e visão de longo prazo.
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